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Vivemos sob a promessa da "Pax Silica": a crença de que algoritmos perfeitos, importados das economias centrais, resolverão os problemas complexos do mundo. Mas tente aplicar essa lógica linear no Brasil - um país de curvas geográficas, abismos sociais e instituições imprevisíveis - e o sistema trava. Onde o Vale do Silício vê erro, nós vemos cotidiano.
Em O Código do Caos, o engenheiro e estrategista Glauber Nóbrega vira a mesa do complexo de vira-lata. Ele argumenta que o histórico "atraso" brasileiro - nossa informalidade, nosso improviso e nossa capacidade de "dar um jeito" - não é um defeito de fábrica, mas nossa maior vantagem competitiva global.
Unindo a sociologia de Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre à teoria da Antifragilidade de Nassim Taleb e à tecnologia de ponta , este livro propõe uma "Arqueologia da Adaptabilidade". Aqui, a gambiarra é reabilitada como ciência da bricolagem e o "jeitinho" é decodificado como um algoritmo sofisticado de navegação na incerteza.
O que você vai descobrir nesta obra:
A Falácia da Pax Silica: Por que sistemas rígidos ("Cristais") estilhaçam na realidade tropical e por que precisamos de sistemas flexíveis ("Elásticos").
A Bricolagem Digital: Como a escassez de recursos no Brasil forjou uma capacidade única de inovação frugal que o mundo desenvolvido desconhece.
A Teoria das Duas Almas na IA: Por que a Inteligência Artificial precisa vestir a "farda" da cordialidade (como a Lu do Magalu) para ser aceita na nossa cultura relacional.
Algorética Tropical: Um manifesto por uma ética que coloca a dignidade humana e o "tino" do gestor acima da frieza binária do código.
Soberania do Sotaque: A defesa de modelos de linguagem nacionais (como o Sabiá) que entendem que "meia dúzia" nem sempre é o número seis.
Para quem é este livro: Leitura obrigatória para líderes, gestores, profissionais de tecnologia e qualquer cidadão cansado de importar soluções prontas que não funcionam. O Código do Caos não é um livro sobre como consertar o Brasil para caber na tecnologia; é um manifesto sobre como criar tecnologias que tenham a alma, o ritmo e a resiliência do Brasil.
Houston, nós temos um jeito.